sábado, 24 de maio de 2014

8 plataformas adaptativas que você precisa conhecer

Veja lista com algumas das mais importantes do mundo, incluindo a Smart Sparrow, que permite que qualquer um crie cursos
Já falamos algumas vezes por aqui sobre o poder do uso de Big DataGlossário compartilhado de termos de inovação em educação na educação e como as chamadas plataformas adaptativasGlossário compartilhado de termos de inovação em educação têm ajudado professores, gestores e redes de ensino a dar mais autonomia aos alunos e a personalizar o processo de aprendizagem. Mas a construção desses algoritmos que analisam o desempenho dos alunos em tempo real e que sugerem conteúdos (vídeos, games, exercícios, textos etc.) específicos para as necessidades de cada um não é uma tarefa fácil.
Ainda são poucas as ferramentas que chegaram lá. Aproveitando o gancho da Education Dive, que publicou recentemente a sua seleção das mais famosas plataformas adaptativas, o Porvir preparou a sua versão da lista incluindo plataformas latinoamericanas. Entre elas estão a Smart Sparrow, que permite que qualquer pessoa crie seu próprio curso, a DreamBox, que personaliza o ensino por meio de games, e a Geekie Games, plataforma nacional que ajuda estudantes a se prepararem para o Enem. Confira:
crédito alex/ fotolia.com
 
Smart Sparrow
Smart Sparrow é uma startup incubada no Grupo de Pesquisas de Ensino Adaptativo da University of New South Wales, na Australia. Criada em 2010, a plataforma é destinada para os ensinos médio e superior e é a primeira a permitir que qualquer pessoa crie seu curso interativo e adaptativo. Em parceria com mais seis universidades australianas, a Smart Sparrow desenvolveu o Adaptive Mechanics, comunidade para praticar mecânica, no curso de engenharia, que já produziu uma redução de 31% para 7% no número de alunos reprovados na disciplina.
DreamBox Learning
DreamBox Learning é uma plataforma adaptativa de matemática para ensino básico e fundamental 1, que utiliza a lógica da gamificação para personalizar o ensino a partir de todas as decisões, resoluções, cliques e dúvidas de cada aluno. O programa, que já é usado em todos os 50 estados dos Estados Unidos, é conhecido por alcançar resultados positivos em testes padronizados.
Grockit
Grockit é uma empresa de aprendizado colaborativo que começou como uma plataforma teste para preparar estudantes para provas. O programa é personalizado não só de acordo com as respostas certas e erradas dos alunos, mas também avaliando a maneira como eles respondem às questões. A plataforma inclui grupos de estudo, vídeos, instrutores ao vivo e games, os testes preparatórios são desenvolvidos para ensino fundamental 2 e médio, a Grock.it também está disponível para iPad.
Wiley e Snapwiz
A plataforma é fruto de uma parceria entre a editora John Wiley & Sons e a Snapwiz, empresa especializada em soluções de aprendizagem adaptativas. Juntas, as duas empresas lançam a WileyPlus with Orion, voltada para o ensino superior. O site visa integrar ensino adaptativo com um ambiente de aprendizagem on-line com foco em pesquisa, prática, colaboração e avaliações que consideram os pontos fortes e necessidades únicas de cada aluno para fazê-los usar seu tempo de maneira mais eficiente. Antes da unificação, o Wiley Plus já era usado por mais de 2 milhões de pessoas em mais de 20 países.
ScootPad
ScootPad é uma plataforma adaptativa para estudantes do ensino fundamental desenvolverem habilidades de leitura e matemática. Com planos gratuitos, o site, que oferece informações em tempo real para os professores e aprendizado por meio de jogos, tem parcerias com o Google in Education, o Edmodo e a Schoology Platform. Lançada em 2012, a plataforma – que já é usada por mais de 25 mil escolas em mais de 8 mil cidades – também está disponível para celulares e tablets com sistema operacional Android e iPads.
Knewton
Knewton é considerada a maior plataforma adaptativa do mundo e oferece conteúdo personalizado, de diferentes formas, para alunos dos ensinos fundamental 1 e 2 e médio. Com a meta de chegar a mais de 10 milhões de alunos até o ano que vem, a plataforma – que fez uma parceria com a Pearson em agosto deste ano – foi considerada, em janeiro de 2012, a 47a companhia mais inovadora do mundo pela Fast Company.
Geekie Games
Geekie Games é uma plataforma brasileira de ensino adaptativo, lançada em agosto deste ano, que oferece ensino personalizado por meio de games para ajudar estudantes a se prepararem para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Depois que cada estudante realiza os simulados on-line, os algoritmos vão identificar suas necessidades e dificuldades, a melhor maneira de ensiná-lo e apresentar essas informações para que o professor também possa adaptar suas aulas. A plataforma já conta com a adesão das secretarias de educação do Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Pará e Pernambuco.
Plataforma Adaptativa de Matemática (PAM)
É uma plataforma adaptativa de matemática uruguaia voltada para estudantes do ensino fundamental e médio, que oferece um sistema de avaliação integral com relatórios de desenvolvimento para alunos e professores. A plataforma com mais de 100 mil exercícios, além de glossários, arquivos de textos e quizzes, e desenvolve micro e macroadaptabilidade, promovendo a personalização tanto individual como para um grupo de estudantes, de acordo com as semelhanças de suas necessidades, conhecimentos e desenvolvimentos.

domingo, 4 de maio de 2014

GUIA DE ORIENTAÇÃO DO TUTOR

Prezado (a) Tutor (a)

O objetivo deste Guia de Orientação é  auxiliar sua atuação como mediador (a) no ambiente de aprendizagem.  Essas ações podem  fazer grande diferença  no desenvolvimento do curso .


quinta-feira, 1 de maio de 2014

O PAPEL DO TUTOR NO CONTEXTO DA EaD


Maria Esperança de Paula
Túlio Mafra Sanches


Estamos em um contexto em que os atuais recursos tecnológicos de informação e comunicação, quando utilizados na modalidade EaD, devem estar associados a uma concepção pedagógica que compreenda o aprendizado como um processo individual que, no entanto, é e pode ser influenciado e estimulado através da interação interpessoal entre todos os atores envolvidos.

Sob essa ótica, baseados em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, os processos de ensino e aprendizagem podem ainda ser flexíveis para permitir mudanças e trocas de papéis em diferentes momentos, gerando um ambiente de aprendizagem colaborativa, potencialmente muito mais eficiente para todos e para cada um de seus participantes.

Na modalidade EaD esse modelo de construção coletiva, ou de comunidade de aprendizagem, colocará o tutor diante de uma experiência fundamentada na interação, notadamente virtual, que requer uma perspectiva de atuação específica, onde seu papel é de grande importância para o bom andamento dos processos de aprendizagem.

Projetos educacionais fundamentados nessa intenção interacionista e colaborativa em rede devem ser planejados, desde suas etapas iniciais, de forma a permitir sinergia e verdadeira interatividade entre a tecnologia empregada, o conteúdo desenvolvido, os alunos, tutores e professores.

Para garantir essa interatividade e o sucesso no desenvolvimento de cursos na EaD, o tutor é peça chave, e deve estar preparado para desempenhar diferentes funções que irão requerer habilidades específicas, tais como: Animador (capacidade de mobilizar os alunos para as atividades e estimular a interação); Facilitador (dá apoio e facilita através de ferramentas colaborativas, trazendo temas para reflexão, mediando as discussões e estimulando o pensamento crítico e a pesquisa em outras fontes); Estrategista (trabalha dentro de um planejamento, mas com flexibilidade, já que em contextos dinâmicos podem ser necessárias modificações e intervenções oportunas); Arquiteto Cognitivo (planeja e implanta estratégias e mapas conceituais de navegação que permitam ao aluno desenvolver seus próprios caminhos de construção de conhecimento em rede, assumindo uma postura consciente e crítica diante da tecnologia e conteúdos).

A Professora Lina Morgado (2001) descreve aquelas que seriam as 04 funções mais importantes do tutor em cursos a distância. Descrevendo cada uma dessas funções fica ainda mais clara a importância desse profissional nesse contexto:

1) Função Pedagógica – ações que dão suporte ao processo de aprendizagem, quais sejam:
·         Facilitar – o encontro do estudante com o objeto de estudo;
·         Intervir – garantindo a participação de todos;
·         Mediar – fóruns e chats, participando e cuidando do andamento;
·         Estimular – a interação, perguntas e comentários que estimulam o pensamento crítico;
·         Auxiliar – a busca de outras informações e reflexões além do material trabalhado.

2) Função Social – ações que criam um ambiente acolhedor, estimulante e favorável ao aprendizado, para que os alunos se sintam motivados, apoiados, acompanhados, confortáveis e confiantes para manifestar dúvidas e outras participações;
3) Função Gerencial – ações que estabeleçam vínculos entre alunos e instituição, que informem diretrizes, organizem as atividades, cronograma e calendário, negociem regras e avaliem os resultados;

4) Função Técnica – ações que façam os alunos se sentirem confortáveis e a vontade em relação ao uso dos recursos tecnológicos utilizados e do próprio ambiente virtual de aprendizagem;

Em ambientes virtuais de aprendizagem o professor, quando também atua como tutor (professor/tutor), não pode se posicionar como um mero transmissor de conhecimento, até porque muitas vezes as interações nesses ambientes podem ser assíncronas, o que torna esse tipo de abordagem enfadonho e desinteressante.

As relações entre os atores exigem maior reciprocidade e o professor/tutor deve estar preparado para trocar experiências e estimular a troca entre os alunos, ao mesmo tempo em que auxilia o grupo de alunos a construir o próprio conhecimento, pensando de forma crítica.

O Professor Marco Silva, com seu conceito de sala de aula interativa, defende  que o tutor deve propor o conhecimento, não simplesmente transmiti-lo, nem mesmo oferece-lo a distância para uma recepção passiva. Ele deve propor a aprendizagem aos alunos a partir de espaços abertos a discussão e criação/co-criação individual e em grupo, formulando problemas, provocando situações, mobilizando a criatividade individual e coletiva, sugerindo percursos.

A partir dessas ideias e conceitos fica clara a importância da atuação qualificada do tutor no contexto da EaD, principalmente quando vista por essa ótica mais aberta e interativa que exigirá competências e habilidades que favoreçam esse processo de aprendizagem, fundamentalmente diferente da maior parte dos conhecidos processos de aprendizagem presenciais, majoritariamente fundamentados em uma comunicação unidirecional.


Referências:

SILVA, Marco, Sala de aula Interativa: A educação presencial e a distância em sintonia com a era digital e com a cidadania. Disponível em:
< http://www.saladeaulainterativa.pro.br/textos.htm>, texto 8. Acesso em 12 set. 2013
MORGADO, Lina. O papel do professor em contextos de ensino on-line: problemas e virtualidades. In: Discursos. Série, 3. Universidade Aberta, 2001. p. 125-138. Disponível em: <http://www.univ-ab.pt/~lmorgado/Documentos/tutoria.pdf>. Acesso em:12 set. 2013.